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Paralapracá inspira SME – Natal na promoção de formação de educadores

10/11/14 15:09 - Notícias

10 de novembro de 2014

Paralapracá inspira SME para promover formação de educadores em NatalNatal (RN) – A Secretaria Municipal de Educação (SME) de Natal (RN), por meio do Departamento de Educação Infantil (DEI) e o Setor de Acompanhamento a Programas e Convênios, realizou nos meses de julho e agosto de 2014, uma formação para as instituições de ensino conveniadas, com o tema – Diretrizes Curriculares Nacionais no cotidiano da Educação Infantil: Um olhar reflexivo. De acordo com o site da prefeitura, 139 pessoas, entre professores, coordenadores e gestores das instituições conveniadas participaram da formação, que foi realizada por meio do Projeto Pré-Escola Para Todos (PPEPT) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).

A formação oferecida pela SME de Natal teve como objetivo fomentar reflexões e discussões acerca das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) e oportunizar interações entre os grupos. A gerente de Educação Infantil do município, Filomena Nery, afirma que a formação foi, também, uma tentativa de expansão da proposta do projeto Paralapracá para as instituições conveniadas com a rede municipal de ensino (parceira do projeto) que não estão entre as atendidas pelo Paralapracá.  “As instituições são particulares ou filantrópicas, conveniadas com a Secretaria de Educação de Natal. Não podemos comprar materiais para estas instituições, mas podemos sugerir e fomentar a utilização e a aquisição de bons materiais para elas”.

O Paralapracá é uma frente de trabalho do programa Educação Infantil do Instituto C&A que assume o compromisso de fortalecer as redes municipais parceiras do projeto no sentido da implementação e/ou do fortalecimento de políticas públicas de formação continuada para a Educação Infantil. Das 69 instituições da rede municipal de Natal, 30 estão cadastradas no projeto Paralapracá, que desenvolve um processo formativo junto a 49 coordenadores/formadores e técnicos da SME. Estes, por sua vez, realizarão formação com vistas à qualificação da prática dos professores.

Inspiração no Paralapracá

De acordo com o texto publicado no site da SME de Natal, as atividades vivenciais foram realizadas em consonância com as DCNEI/2009 e com a proposta dos eixos formativos do projeto Paralapracá. Do eixo Assim se Brinca, por exemplo, alguns dos temas abordados foram: concepções do brincar, brincar pra quê?; o papel do professor na brincadeira; direito à brincadeira; brincadeira e cultura.  Do eixo Assim se Organiza o Ambiente: os ambientes comunicam concepções e práticas; estabelecer distinção entre os termos espaço e ambiente; as muitas formas de organizar o ambiente; organização dos espaços e materiais. Do eixo Assim se Explora o Mundo: as crianças e as interações com a natureza; que recursos as crianças utilizam para explorar o mundo?; reconhecendo os elementos da cultura nas interações da Educação Infantil; explorando o mundo a partir de diferentes linguagens. Do Assim se Faz Arte: criança, sujeito criador; artistas da terra; o educador e o processo criativo; exploração de materiais; ilustração também é arte. E do Assim se Faz Música: música é linguagem; e música é arte e cultura.

Os educadores assistiram exposições dialogadas de slides e vídeos, participaram de oficinas de construção utilizando diversos materiais (como sucata, cola, giz de cera, tinta), realizaram observação e apreciação das suas produções e exploraram ambientes e paisagens (naturais, culturais, artísticas, musicais e estéticas, entre outras).

Paralapracá fortalece técnicos da SME como formados

Filomena Nery destaca que já é possível perceber nas instituições alguns resultados pós-formação. “Nas visitas que fizemos (técnicos da SME) percebemos mudanças nas práticas pedagógicas das professoras. Observamos que elas estavam mais cuidadosas quanto à contação de histórias para as crianças todos os dias, fazendo isso de uma maneira gostosa, não rotineira”. A gerente de Educação Infantil revela também que durante os encontros tem sido bastante enfatizada a importância de fazer com que as crianças participem das mudanças que estão acontecendo com os professores.

De acordo com Filomena Nery, os professores estão mais participativos nos momentos de brincadeira com as crianças. “Eles estão aproveitando melhor a diversidade de materiais disponíveis nas instituições para confeccionar brinquedos para/com as crianças, a exemplo de sucata e elementos da natureza – materiais que foram utilizados nas atividades realizadas durante a formação”. Na opinião da gerente de Educação Infantil, isto demonstra uma percepção das possibilidades de realizar um trabalho rico com poucos investimentos financeiros.

Os técnicos da SME que visitaram as escolas observaram que os educadores estão modificando ambientes e práticas nas instituições que ensinam a partir de ideias que tiveram durante a formação. Filomena Nery destaca que algumas instituições passaram a dispor os materiais de forma a estar mais à mão das crianças, e a proporcionar espaços mais acolhedores e com mais brinquedos.  Além disso, perceberam um maior cuidado por parte dos educadores com relação às curiosidades das crianças, ao priorizar as pesquisas antes de preparar as atividades, e das diretoras que estão buscando adquirir materiais que pertencem ao Kit Paralapracá. “Durante a Formação, a cada história que contávamos, algumas pessoas vinham nos procurar para saber onde adquirir os materiais e quanto custam”, lembra a gerente de Educação Infantil de Natal.

O Paralapracá é um projeto do Instituto C&A, executado pela Avante – Educação e Mobilização Social, nos municípios: Camaçari (BA), Maceió (AL), Maracanaú (CE), Natal (RN) e Olinda (PE).  A iniciativa visa contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento às crianças na Educação Infantil, com vistas ao seu desenvolvimento integral. O projeto se desenvolve em aliança com secretarias municipais de educação e possui dois âmbitos de atuação: a formação continuada de profissionais de Educação Infantil e o acesso a materiais de uso pedagógico de qualidade, tanto para crianças quanto para professores.