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Paralapracá certifica coordenadoras pedagógicas da Rede Municipal de Camaçari

29/09/16 15:15 - Notícias

29 de setembro de 2016

Em processo formativo, desde a implantação do Paralapracá na Rede Municipal de Educação, em agosto de 2013, coordenadoras pedagógicas das instituições de Educação Infantil do município de Camaçari (BA) foram certificadas pelo Programa, em um evento na Cidade do Saber, no dia 24 de agosto. Realizado com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento às crianças matriculadas nesse segmento da Educação, o Paralapracá é uma frente de trabalho do programa Educação Infantil do Instituto C&A, implementado em parceria técnica com a Avante – Educação e Mobilização Social.

“O legado que o Paralapracá deixou em Camaçari é fundamental, vai ter sustentabilidade. Um exemplo é a nossa escola, com toda essa transformação na equipe, na nova estruturação do projeto pedagógico, em como a gente pensa o que está fazendo devido às formações. Tanto as formações do coordenador pedagógico, como as formações dos professores feitas pelos coordenadores. Essa foi uma das grandes transformações”, diz a coordenadora e diretora da Escola Comunitária Brincando e Criando, Edna Matos, referindo-se à estratégia do Paralapracá de formar lideranças pedagógicas, para formação continuada nas instituições de Educação Infantil.

Escutar pra quê?

De acordo com Simone Oliveira, técnica da Secretaria Municipal de Camaçari, a escuta da criança como elemento fundamental nas práticas pedagógicas foi muito evidenciada com o Paralapracá. Não por acaso, a escuta foi tematizada durante o evento, que foi aberto com a roda de conversa Escutar pra quê? A escuta como potencializadora da aprendizagem e do desenvolvimento integral da criança, com a coordenadora da Educação Infantil do município, Minuska Lima. “O silêncio das crianças é uma questão histórica muito forte. E agora, começa a chegar uma ampla discussão sobre a Educação Infantil que diz que a criança tem algo a dizer. A criança passa a ser vista como uma cidadã de pouca idade. O corpo é novo, mas tem sabedoria. E é isso que a gente traz nessa luta, a ousadia de fazer diferente.”

Quem também participou da conversa foi a auxiliar administrativa Ana Elisa Conceição, mãe do aluno Pedro, que falou sobre a importância da proximidade entre família e instituição. “A princípio, logo quando ele entrou, eu não sabia da proposta da Brincando e Criando. Aí a instituição me aproximou, porque toda vez que ele chegava em casa com uma coisa nova, me despertava curiosidade. Chegou uma época que eu fui para a instituição e não saí mais porque é um aprendizado mútuo, do meu filho com a instituição, e do meu filho comigo. Para ele, estar junto nesse ambiente, é se sentir mais do que amado, é se sentir importante. É essa importância que eu dou para o meu filho, de estar junto com ele, no mundo dele.”

Além da Escola Comunitária Brincando e Criando, outra instituição a apresentar experiências relacionadas à escuta das crianças foi a Escola Municipal Emaús, representada por sua equipe pedagógica. Ambas integram as 25 instituições formadas pelo Paralapracá em Camaçari.

Paralapracá

O Paralapracá é realizado a partir do estabelecimento de alianças com Secretarias Municipais de Educação, selecionadas para participar da iniciativa por meio de edital, e implementado pelo Instituto C&A, em parceria técnica com a Avante – Educação e Mobilização Social.

O Programa possui dois âmbitos de atuação: a formação continuada de profissionais de Educação Infantil e o acesso a materiais de uso pedagógico de qualidade, tanto para crianças quanto para professores. Integraram-se ao primeiro ciclo do Programa os municípios de: Jaboatão dos Guararapes (PE), Caucaia (CE), Feira de Santana (BA), Teresina (PI) e Campina Grande (PB). Neste segundo ciclo, que corresponde ao período de 2013 a 2017, cinco municípios integram o projeto: Camaçari (BA), Maceió (AL), Maracanaú (CE), Natal (RN) e Olinda (PE).

Até 2017, o foco do Programa é o fortalecimento da gestão das políticas públicas municipais de Educação Infantil, juntamente com a promoção da sustentabilidade do processo formativo nas Redes Municipais parceiras.