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Municípios descobrem Reggio Emília

05/06/13 14:48 - Notícias

5 de junho de 2013

Reggio Emilio

Uma comitiva de 29 pessoas, incluindo prefeitos, secretários e dirigentes da educação em sete municípios do Nordeste, e uma representante do Ministério da Educação (MEC), chegou à cidade italiana de Reggio Emilia nesta quinta-feira (30/05) para uma viagem de intercâmbio com o Reggio Children – Centro Internacional pela Defesa e Promoção dos Direitos e Potencialidades de Todas as Crianças. A viagem é promovida pelo Instituto C&A, com apoio técnico da Avante – Educação e Mobilização Social, e inaugura o ciclo de atividades 2013-2015 do projeto Paralapracá de formação de profissionais da educação infantil.

O Reggio Children é uma organização público-privada que se dedica a difundir a metodologia e a experiência desenvolvidas em Reggio Emilia no campo da educação infantil. A cidade é considerada referência mundial na área por possuir um sistema de escolas voltado à criança até 6 anos que prioriza a criatividade, valoriza os saberes e conhecimentos das crianças e convoca a comunidade na tarefa de educá-las.

“Temos mais de 50 anos de experiência na educação da criança pequena envolvendo uma comunidade inteira”, disse Iuna Sassi, Secretária de Educação de Reggio Emilia, em uma apresentação de boas-vindas à comitiva do Brasil.

O trabalho em Reggio Emilia começou ainda na década de 1940, após o término da Segunda Guerra Mundial, quando a região, situada no centro da Itália, buscava a reconstrução. “Construir a primeira escola foi nossa primeira escolha: escolas que não eram obrigatórias, mas ofereciam atendimento de qualidade para as crianças”, completou Iuna, apontando o educador Loris Malaguzzi (1920-1994) como o mentor da iniciativa.

O grupo de brasileiros que visita o centro Reggio Children inclui dirigentes dos municípios de Camaçari (BA), Jaboatão dos Guararapes (PE), Maceió (AL), Maracanaú (CE), Natal (RN), Olinda (PE) e Teresina (PI). A participação do MEC se dá pela presença de Rita de Cássia de Freitas Coelho, coordenadora-geral de educação infantil da Secretaria da Educação Básica do Ministério.

Além desses representantes, completam a comitiva uma equipe de técnicos e consultores ligados ao Instituto C&A e, particularmente, ao projeto Paralapracá, que é implementado com o apoio da Avante – Educação e Mobilização Social. Da imprensa, por sua trajetória de trabalho no tema da educação, foram convidados dois jornalistas: Ed Wanderley, especializado em direitos humanos e desenvolvimento social e repórter do Diário de Pernambuco, e Rubem Barros, diretor da Editora Segmento, que é responsável, entre outros títulos, pelas revistas Educação, EI (Educação Infantil) e Escola Pública.

“Essa experiência vai nos mostrar como uma pessoa pode muito: como Loris Malaguzzi foi capaz de mudar uma realidade e realizar tanto”, comentou a Coordenadora Nacional da Educação Infantil do MEC, Rita de Cássia de Freitas Coelho, em clara deferência ao patrimônio construído pelo educador italiano no campo da educação infantil.

“Minha expectativa é que o grupo de brasileiros que visita Reggio Emilia possa viver essa experiência e que ela possa mudar alguma coisa em nós, porque não acredito que a gente possa mudar alguma coisa na política se não mudarmos algo em nós primeiro”, disse a coordenadora-geral de educação infantil da Secretaria de Educação Básica.

Patricia Monteiro Lacerda, gerente da área de Educação, Arte e Cultura do Instituto C&A, registrou que o intercâmbio a Reggio Emilia busca trazer inspiração para prefeitos, secretários de educação e coordenadores de educação infantil envolvidos com o projeto Paralapracá em 2013, na tarefa de conceber e implementar políticas públicas adequadas para a primeira infância.

O projeto Paralapracá visa contribuir para a melhoria da qualidade do atendimento às crianças na educação infantil, com vistas ao seu desenvolvimento integral. O projeto possui dois âmbitos de atuação: a formação continuada de profissionais de educação e o acesso a materiais pedagógicos de qualidade, tanto para crianças quanto para professores.

Fonte: http://www.institutocea.org.br/